sábado, 7 de dezembro de 2013

Há tanta suavidade em nada se dizer E tudo se entender. - Fernando Pessoa

Me causa medo

Me causa paz, e a paz que me causa me amedronta. Perco meus olhos nos teus, mas tenho medo que os encontre perdidos em ti. As palavras sempre fizeram sentido pra mim, e tenho medo quando elas já não fazem o menor sentido, porque a presença é o que mais importa. Tenho medo quando o sorriso me encanta, quando o toque me faz falta. Quando não faço a minima ideia do que fazer, do que falar, quando tudo que vejo é o sorriso, e para onde eu olho vejo o mesmo sorriso o mesmo rosto, quando me pego lembrando dos sorrisos. Tenho medo quando tenho saudade, quando tenho vontade abraçar, de ficar no colo, de tocar e fico em silêncio. Tenho medo das minhas vontades, eu tenho medo do meu coração

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Quem são?

E quem se importa com "pessoas"? E quem compreende as "pessoas? Quem se põe no lugar de "pessoas"? Quem socorre as "pessoas"? Quem ama as "pessoas"? Quem acolhe as "pessoas"? Quem acalenta as "pessoas"? Quem ? Quem são as "pessoas"? O que são as "pessoas"?

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Todos os dias prometo a mim mesma que serei mais forte que as circunstância. Todos os dias eu quebro a promessa quando feito criança sinto-me extremamente fraca.
Que toda a lágrima vire adubo de minhas árvores. Que toda tristeza do hoje seja incentivo da alegria do amanhã. Que toda a febre e toda dor seja a certeza de que fiz as escolhas certas. E que mesmo que eu chore hoje, e que seja sacrificante hoje, amanhã terei a certeza de lutei o quanto pude, que lutei até o ultimo dia por sonhos, por vida ....

domingo, 1 de dezembro de 2013

Jamais pensei que a pior Guerra seria entre a Razão/Emoção. Jamais pensei que a pior luta seria entre estar Vivo ou Morto. Que a pior luta seria dentro de Mim e que eu teria de vencer todos os dias. E que vencer todos os dias é mais complicado que ganhar na loteria. E que eu perderia mais do que ganharia. E que por mais que tentemos, não conseguimos dela fugir. Mas a fuga da guerra acaba se tornando a opção mais viável !
Eu não gosto das lembranças, porque com elas as lágrimas vêm facilmente, e hoje mais uma vez eu quebrei a minha promessa comigo mesma. É uma batalha constante, uma guerra entre lembrar e esquecer.