domingo, 13 de fevereiro de 2011

Descartes


Resumo dos princípios mais importante do conhecimento

Sumário de quanto precisa ser observado para o bem filosofar

Por essa é que se queremos nos ocupar, com seriedade do estudo da filosofia e da busca de todas as verdades em condições de conhecer precisamos nos livrar primeiramente dos preconceitos, e propor a nós mesmos a redução de opiniões que antigamente tínhamos acatado sob a forma de crença, até que as tenhamos examinado novamente.
Passaremos revista, depois naquelas noções que são em nós e apenas adotaremos como autênticas as que se mostrarem de modo claro e distinto ao entendimento. Por esse processo conhecemos em primeiro lugar que existimos enquanto a nossa natureza é pensar; e que existe um Deus da qual dependemos depois de considerarmos seus atributos poderemos pesquisar a verdade de todas as demais coisas, visto que ele é a sua causa. Além das noções que podemos alcançar de Deus e do nosso pensamento, acharemos ainda em nós o conhecimento de inúmeras proposições que são eternamente verdadeiras como exemplificando, que o nada não pode ser o autor de nenhuma coisa  etc... Acharemos nisso a idéia de natureza corporal ou extensa que pode ser movida dividida etc. e sentimentos que provocam em nós algumas disposições como a dor, as cores etc. Comparando aquilo que vimos de compreender ao pesquisar essas coisas por ordem, como aquilo que imaginávamos, antes de as termos deste modo pesquisado, nos abtuaremos  a formar conceitos nítidos e distintos a respeito de tudo o que somos capazes de saber. É nestes poucos preceitos que julgo ter concluído todos os princípios mais gerais e de maior importância do conhecimento humano.

Descartes afirmava que quanto mais estudava mais se apercebia de sua ignorância, afirmava que a filosofia é como uma árvore, as raízes são a metafísica e as ciências como a medicina, a mecânica e a psicologia os ramos da árvore ele criticava a dialética e a matemática pois apesar de fornecer conclusões irrefutáveis muitas vezes possui regras em demasia sem nenhum fim prático (.......)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Frases de Mario Quintana



Qualquer ideia que te agrade. Por isso mesmo....é tua
O autor nada mais fez que vestir a verdade que dentro de ti se achava inteiramente nua...

Faça o que for necessário para ser feliz, mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontra-la e deixa-la ir embora por não perceber sua simplicidade...

E se o que tanto buscas só existe em sua límpida loucura __ Que importa? Issoexatamente isso, é o teu diamante mais puro

O tempo não para! só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo

Se me esqueceres, só uma coisa esquece-me bem devagarinho...

Quem sabe um dia !!

Quem sabe um dia !!
 
 Quem sabe um dia 
  Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos
Quem é que
Quem é macho 
Quem é femia
Quem é humano apenas
Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um 
Um dia 
Um mês
Um ano
Uma vida
Sentir primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, ensinar depois
Libertar primeiro, cantar depois
Possuir primeiro, contemplar depois 
Agir primeiro, julgar depois
Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois 

Mario Quintana

Santo Agostinho 

            
Santo Agostinho nasceu em 354, em Tagaste, província romana da Numídia na África e morreu em Hipona, também na África, em 430. Viveu e lecionou alguns anos em Roma e Milão. Voltou à sua terra natal onde escreveu, lecionou, foi bispo, administrou o patrimônio da igreja e exerceu as funções de juiz, uma vez que, desde Constantino, a autoridade dos bispos tinha sido considerada competente para resolver os processos civis.
Agostinho acreditava que o pensar racional fosse compatível com a verdade revelada por Deus e que, portanto, a filosofia pudesse servir à teologia. Ele foi o principal representante dessa forma de pensar e, através dela, procurou fazer o entrosamento das várias tendências da Patrística - à síntese que realizou, ele mesmo chamou filosofia cristã, sistematizando uma concepção do mundo, do homem e de Deus, que por muito tempo foi a doutrina fundamental da Igreja Católica.
Quando Agostinho se converteu ao cristianismo, já conhecia muito bem, principalmente através da leitura dos textos de Cícero, o pensamento clássico (néo-platônicos, néo-pitagóricos, epicuristas e estóicos). Também para ele, o pensar filosófico busca resolver o problema da felicidade: afirma que o homem não tem razão para filosofar, exceto para atingir a felicidade. Entendia que a filosofia não sai em busca do conhecimento da natureza do universo físico ou dos deuses, mas sim, do homem à procura da felicidade. Como o próprio Agostinho encontrou essa felicidade ou beatitude através da fé e da intuição e não pelo esforço intelectual, ele retoma o grande problema da Patrística - a conciliação entre a razão e a fé, entre a filosofia pagã e a fé cristã. Na verdade, seu maior empenho foi dar uma explicação racional aos dogmas cristãos.           
Agostinho conhecia as idéias dos céticos da Nova Academia platônica (Arcesilau e Carnéades) que, como já vimos, ensinavam que se deve duvidar de tudo e que só se pode conhecer o que é provável (probabilismo), sem absoluta certeza da verdade. Ele consegue vencer o ceticismo, aprofundando-o: se duvido, no ato de duvidar tenho consciência de mim mesmo como aquele que duvida - Se eu me engano, eu sou, pois aquele que não é, não pode ser enganado - não posso duvidar do meu próprio ser, tenho a certeza de mim como existente. Atingindo a certeza da própria existência através da dúvida, Agostinho antecipa Descartes, que formulou sua reflexão doze séculos mais tarde: cogito, ergo sum - penso, logo existo.
Essa primeira certeza fundamentou sua teoria do conhecimento e revelou a essência do homem: ser pensante em quem o pensamento não se confunde com a matéria. Seu modo de ver o homem como uma alma que se serve de um corpo, foi herdado de Platão através do conhecimento da doutrina do néo-platônico Plotino. No entanto, os platônicos e néo-platônicos acreditavam que a alma, para livrar-se das imperfeições, deveria destacar-se do corpo que a faz prisioneira. Agostinho ensina que a união da alma com o corpo, tendo sido criada por Deus, não pode ser um mal; que a alma é hierarquicamente superior ao corpo e tende a um fim que está além da ordem natural: tende a Deus, que é o seu princípio. Esse conceito é também platônico: lembremo-nos de que Platão acreditava que a terra não é o fim último da alma, senão que, após sua passagem pelo mundo natural, deverá voltar ao mundo das Idéias.
Agostinho distingue dois tipos de conhecimento: 1- aquele que decorre dos orgãos dos sentidos que apreendem os objetos exteriores - é mutável, temporal; portanto, não necessário; 2- o conhecimento das verdades imutáveis e eternas; portanto, necessário. Se considerarmos que o homem é tão mutável quanto as coisas que nossos sentidos percebem, donde virá o conhecimento da verdade imutável e necessária? Responde o filósofo: da iluminação divina. Outra vez encontramos Platão - na alegoria da caverna, o homem pode conhecer a verdade, porque um sol externo (a idéia do Bem) ilumina o mundo das Idéias.   
Para Agostinho, então, conhecer a verdade é possível, porque as Idéias, as verdades, estão presentes em nosso intelecto e Deus nos concede a graça de iluminá-las, para que possamos conhecê-las. Conceito difícil de ser entendido, aproxima-se dos conceitos platônicos da reminiscência e das idéias inatas; mas nosso filósofo cristão procura diferenciar os dois conceitos: as idéias não são inatas, mas presentes em nós como reflexos da verdade divina, como um presente que Deus nos oferece.
Como o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus, tem uma presença da verdade que não é a Verdade absoluta que ele procura - esta presença da verdade, que é, ao mesmo tempo, uma ausência da Verdade absoluta, faz do homem um ser inquieto, à procura da luz infinita da Verdade absoluta. Agostinho foi o filósofo da inquietação humana, do homem como inquieto perene.
Como o pensamento humano descobriu a existência de Deus? De acordo com Agostinho, nada há no homem e no mundo superior à mente, mas a mente intui verdades imutáveis e absolutas, que são superiores à ela; portanto, existe a Verdade imutável, absoluta e transcendente que é Deus. Não podemos conhecer Deus na sua essência e d’Ele só podemos falar por analogia com aquilo que conhecemos. Novamente recorrendo a Platão, Agostinho incorpora o mundo das aparências e o mundo das idéias ao pensamento e à mística cristãos.
Deus está fora do tempo, é sempre presente; o mundo foi criado junto com o tempo e não no tempo - antes do mundo ser criado, não havia tempo. Deus é eterno, presente, fora do tempo. Antes de Agostinho, Deus era visto como um organizador do caos inicial. Bem diversa é a doutrina cristã do filósofo, para quem Deus é o criador de todos os seres, a partir do nada e como consequência do seu amor infinito.    
Agostinho também contesta o maniqueísmo (doutrina de origem persa, segundo a qual o universo foi criado e é regido pela luta entre dois princípios antagônicos com a mesma força: Deus, o bem absoluto e o Demônio, o mal absoluto); ele simpatizou, muitos anos, com essa doutrina e, já convertido, continuou preocupado com o problema do mal: se Deus criou o mundo, como pode existir nele o mal? Ele deve ser perfeito, pois a idéia de bem faz parte da idéia do ser. Deus não pode ser a causa do mal, nem a matéria pode causar o mal, porque foi criada por Ele. O mal, portanto, deve ser exatamente o contrário da idéia de Deus como aquele que é, isto é, o contrário da Idéia do Ser - o não ser. Se é não-ser, não tem substância, é apenas ausência do bem. Existe, portanto, um único princípio que criou e rege o universo: Deus. E os maniqueístas estão errados, supondo a existência de dois princípios com a mesma força. 
Outro problema de difícil resolução, abordado por Agostinho, foi o do livre arbítrio: depois do pecado original (antes o homem era livre, mas tendia naturalmente para o bem), o homem possuía o livre arbítrio, isto é, a possibilidade de escolher entre um bem maior e um bem menor, entre o bem e o mal e entre um mal maior e um mal menor. A vontade pode afastar o homem de Deus, fazendo escolhas erradas. Afastar-se de Deus significa ir para o não-ser, isto é, caminhar para o mal. Eis aí o pecado, que não é necessário e deriva, unicamente, da vontade do homem, nunca de Deus. Caminhando para o pecado, a alma decai e não consegue salvar-se sozinha - vem, então, a graça divina para dirigir o homem para o bem, sem, no entanto, privá-lo do livre arbítrio. Sem o auxílio da graça, exercendo o livre arbítrio, o homem poderia escolher o mal. Mas, segundo Agostinho, nem todos recebem a graça; apenas os predestinados à salvação a recebem das mãos de Deus. 
Esse conceito de predestinação, da dualidade dos eleitos e dos condenados é exposto em sua obra Cidade de Deus; nela, o autor descreve os homens no mundo, depois do pecado original (a vontade, movida pelo orgulho, distanciou-se de Deus): aqueles que persistem no erro de Adão e Eva, ou seja, no pecado, vivem na cidade dos homens, na cidade da terra, onde são sempre castigados; os que recebem a graça divina, os eleitos, constroem a Cidade de Deus e viverão para sempre, eternamente no Bem. Todos os fatos históricos negativos, como as guerras, o dilúvio e os impérios opressores, pertencem à cidade dos homens; os fatos positivos, como a arca de Noé, Moisés, os profetas e, principalmente, a vinda de Jesus ao mundo, são manifestações da Cidade de Deus.
Agostinho escreveu a Cidade de Deus, enquanto assistia os bárbaros destruírem o Império Romano; deu uma resposta ao paganismo romano que acusava o cristianismo de ter culpa nesse desastre - não foi um desastre, mas a mão de Deus que castigou os pagãos da cidade dos homens, para dar lugar ao cristianismo, arauto da Cidade de Deus.
A doutrina filosófica e teológica de Agostinho, elaborada no final da Antiguidade, exerceu enorme influência durante a Idade Média. Sua capacidade de aprofundar e ampliar a relação entre a filosofia antiga - principalmente platônica e néo-platônica - e o cristianismo, fez dele o fundador do platonismo cristão e o primeiro sistematizador da filosofia cristã.                          
Referências Bibliográficas
Santo Agostinho, in Os pensadores , vol.VI, Abril S.A., São Paulo, 1973.
Sciacca M.F., História da Filosofia, vol. I, Editora Mestre Jou, São Paulo, 1967.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Conformismo!!

Conformista e ativista !!!

O conformista acredita que todas as coisas são obras do destino, já o ativista acredita que o destino é uma questão de escolhas.O conformista e vitima do seu passado, o ativista é autor da sua própria história. O conformista vê a tepestade e se amedronta, o ativista vê no mesmo ambiente a chuva e enxerga a oportunidade de cultiva. O conformista se aprisiona no passado, o ativista se liberta no presente ....

Frases soltas



Um ser humano sem história é um livro sem letras !!!

Ninguém pode asfixiar, anular e amordaçar mais um ser humano do que ele mesmo!!


Precisamos nos afastar do papel costumeiro de criança furiosa .


Quando aprendemos a nos dar valor, a reação das demais pessoas passam a ser bem menos importante ..


A personalidade muda com as prioridades


Chegar a um acorda com as próprias imperfeições admite a possibilidade de relacionamentos mais profundos e satisfatórios com as outras pessoas ..


"" Só o silêncio preserva a sabedoria quando samos ameaçados criticados, injustiçados ""


Sabedoria e autocrítica não se aprende nos bancos de uma escola, mas no traçado da existência..


"" Tranquilizantes podem diminuir a agitação psíquica, mais não produzem a tranquilidade existencial

As técnicas psicoterapêuticas podem expor as causas das nossas mazelas , mas só nos podemos mudar nosso estilo de vida ""
 
 
Descobri que ver o sol nascer deixa o dia perfeito
A vida é cheia de detalhes e são eles que fazem toda a diferença em nossa vida é deles que lembramos, que sentimos saudades.
Cada dia é único e por isso especial, vivê-lo bem é essencial, pois ele não volta
Quero fazer dos meus dias, dias felizes, cheios de vida e de grandes detalhes, e para isso é preciso saber de um grande detalhe: É que a felicidade vem de dentro pra fora ... E não de fora pra dentro ....

Juliana