O amor infinito.
Onde nasce o amor infinito?
Onde ele se inicia?
O amor infinito nasce quando menos esperamos, quando não estamos nem preparados a receber ou a doar ele.
Ele nasce assim .... Do nada, ou do tudo.
E foi assim que ele nasceu em mim.
Ela chegou bem de mansinho como quem nada quer, nada busca, não tinha nada, nem beleza ou tamanho, pingo de gente eu diria.
Mas tinha um coração sem tamanho definido, do tamanho do amor dado a ela .
E assim bem pitititinha porém de um coração gigante, ela me ganhou e por ela eu me apaixonei perdidamente e assim ela passou a fazer parte do meu dia a dia e nas minímas coisas lá estava ela a me apoiar me ouvir ou simplesmente deitar ao meu lado quando nada podia fazer, mas em todos os momentos ela me amou, e me ensinou o amor, o amor que não doí, que não briga, que não grita, o amor que ama acima de tudo e por mim e pra me ver feliz tudo ela fez, se moldou a mim nos mínimos detalhes, tanto que hoje já não sei onde sou eu onde é ela, porque ela estava em tudo comigo e mesmo quando não podia estar meu coração e alma estava junto dela.
Tantas coisas que queria viver com você, tantos lugares que queria que tivesse conhecido, tantos sabores que queria que tivesse experimentado. E mais ainda sonhava com o dia da apresentação e você estaria lá porque foi você que esteve ao meu lado a escrever e era a sua força a me preencher.
O que fazer agora com os meus dias vazios e sombrios na escuridão se você era a luz que me guardava? Quem vai sorrir pra mim e me amar assim como sou sem ver meus defeitos minhas chatices ou manias? quem vai me olhar nos olhos e me passar o amor e paz necessária pra enfrentar meus dias? quem vai escutar minhas lamurias e meu choro? quem vai me amar assim com um amor tão infinito?
Não sei viver sem o seu amor, sem sua presença a preencher meu dia, sem minha segurança. sem você, sinto que perdi tudo o que tinha de mais precioso na vida e meus dias voltaram a não ter a paz que você me deu
Amarei você pra sempre de um amor infinito e único que o tempo e o espaço não são capazes de mensurar ou explicar e sei que te encontrarei do outro lado, espere por mim Aurora.
quinta-feira, 4 de abril de 2019
quinta-feira, 1 de novembro de 2018
No fim destes dias encontrar você que me sorri, que me abre os braços, que me abençoa e passa a mão na minha cara marcada, na minha cabeça confusa, que me olha no olho e me permite mergulhar no fundo quente da curva do teu ombro. Mergulho no cheiro que não defino, você me embala dentro dos seus braços e você me beija e você me aperta e você me aquieta repetindo que está tudo bem, tudo, tudo bem.
Caio F Abreu As vezes tudo que queremos e precisamos na vida é alguém que lhe abrase, que lhe acaricie e diga que tudo ficará bem, mesmo que não se saiba uma saída, que não se tenham respostas, quem busca resposta? Ninguém busca de fato respostas pra todos os seu problemas ou soluções mirabolantes, as pessoas buscam apenas alguém pra compartilhar a pergunta, pra dividir o caminho em busca da resposta, mesmo tendo em mente que talvez a resposta nunca chegue, o que vale é a caminhada compartilhada com a pessoa amada.As vezes só o fato de falar, desabafar, e ter olhos atentos e um ouvido a ouvir ja é o bastante, um cafune no cabelo, um peito quente pra recostar, o saber que tem alguém ali pra te amar independente de qualquer coisa, que ele mais forte que você, que você pode contar, que pode descansar que tudo ficara bem ...Eu acreditava no amor assim, no amor das pessoas, no carinho, a vida tem tornado os meus dias frios e sombrios, talvez solitários, não sinto o acariciar dos meus cabelos, nem o peito onde posso deitar e me acalmar, não tem mais aquele que acolha minhas lagrimas ou que me entenda quando ninguém mais entende, os dias perderam a beleza e a noite a lua já não brilha mais, meus sonhos são invadidos todos os dias e o cavalheiro do meu coração já não está lá. Hoje sinto o peso da meninice e da ingenuidade de achar que o amor me acharia, sinto o meu coração pesar, sinto lágrimas, sindo dor, sinto, sinto muito, sinto meus erros, sinto, apenas sinto ....A vida tem roubado muito de mim ....
Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.
A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão.
Caio Fernando AbreuA única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão.
segunda-feira, 14 de maio de 2018
Quem é ela
Ela não mais se vê.
Ela olha, mas não enxerga mais.
As roupas não tem mais a mesma cor, o mesmo cheiro.
Os sapatos. Ah os sapatos! Eles já não parecem leva-lá em lugar algum.
O espelho não reflete quem ela é, nem quem ela um dia foi, ou quis ser um dia.
Menina, sonhadora, inocente, que usa dessa inocência para amar e do amor se fez em vazio e dentro do vazio, se perdeu, se perdeu dentro de si, dentro do mundo. E ao andar pelo mundo parece uma brisa que passa sem muito ser notada, quem me vê neste mundo tão vasto e corrido? Ela pergunta a si mesma, sem obter uma resposta.
Pintei um retrato : ela diz, nele me vi uma mulher, tão linda, parecia bem sucedida, decidida talvez, era lindo meu sorriso, havia flores ao meu redor e uma árvore, não sei bem o nome dela, mas gostei, me vi naquele sorriso largo, encantador, mas na correria da vida e nos tombos dela, o retrato caiu em uma poça, e eu corri, tentei salva-ló, não deu tempo, foi ali que me perdi.
E agora? Disse ela ao tempo, nada posso fazer por ti minha querida: retrucou o tempo.
E ela, a menina que achava ser mulher foi se enchendo de vazios e de esperanças de amores que preencheriam o espaço causado pela falta de si, mas de vazios ela se fez ate sumir no vazio e na insignificância de sua própria existência, e como uma beisa bem de mansinho ela foi sendo levada pela vida até desaparecer de vez sem muito deixar e sem muito levar.
terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
A árvore ... O banco da praça
E sentada ali embaixo da árvore em banco de praça, tudo parecia fazer sentido, tudo era leve, tudo tinha cor, você era a cor dos meus dias, o arco iris dos meus dias cinzentos, era a conversa no fim do dia, o sorriso que eu gostava de ter, a presença esperada. o ouvido que me ouvia com olhos atentos a cada palavra ou gesto meu, era a pessoa que eu esperava pra contar meus dias e se não o pudesse ver, lá ia grandes Emails e a espera dos teus, a minha presença bastava a ti e tua bastava a mim, não via meus defeitos nem eu os teus, eramos perfeitos um pro outro, só existia elogios. Teus beijos era o que esperava enquanto via teus olhos fitar os meus. e enquanto os beijos não aconteciam ficavam os sonhos e as palavras escritas em textos a ti, tu eras o Céu que a Lua queria repousar em segurança, o colo de Anjo que eu queria estar, o Andante dos meus sonhos, o Amado. E toda vez que chegava a hora da partida queríamos voltar no tempo, para termos mais tempo pra passarmos mais horas a conversar, era tantas as palavras e tanta vontade de estar junto, me perguntava como eu posso amar tanto alguém assim, e a resposta era porque ele é teu amigo, ou seja, o amigo se torna indispensável, porque tudo queremos dividir com o amigo. Quando via o ônibus partir, pensava quando ele vai ficar.
E você ficou ....................................................................................................
E o tempo passou.............................................................................................
E então hoje gostaria de sentir a mesma sensação sentada em baixo da árvore em banco de praça, porque hoje não há conversa, e os beijos tão esperados antes, continuam apenas nos sonhos. É como se Emails, conversas, sonhos, olhos, beijos, céu, lua, amado, andante, anjo, cores, fossem só palavras que foram juntadas para um texto e que foi tudo imaginação de uma mente fantasiosa e apaixonada que esperava um principe de cavalo branco procurando uma princesa, porque hoje tudo é tão frio, cinza e distante, só existe distâncias, ausências, faltas, falhas. e a lembrança daquele banco de praça tem se apagado como folha que são levadas pela chuva
E você ficou ....................................................................................................
E o tempo passou.............................................................................................
E então hoje gostaria de sentir a mesma sensação sentada em baixo da árvore em banco de praça, porque hoje não há conversa, e os beijos tão esperados antes, continuam apenas nos sonhos. É como se Emails, conversas, sonhos, olhos, beijos, céu, lua, amado, andante, anjo, cores, fossem só palavras que foram juntadas para um texto e que foi tudo imaginação de uma mente fantasiosa e apaixonada que esperava um principe de cavalo branco procurando uma princesa, porque hoje tudo é tão frio, cinza e distante, só existe distâncias, ausências, faltas, falhas. e a lembrança daquele banco de praça tem se apagado como folha que são levadas pela chuva
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
Quem Eu sou ou o que sou para as pessoas ?
Não sei como me sentir ou pensar em um mundo que não me encaixo.
O que estou fazendo da minha vida? Me pergunto todos os dias, parece que os dias passam e passam e repito as mesmas coisas feito um robô programado para agir e pensar sempre da mesma forma, me pergunto onde está meu cérebro, por onde anda minha inteligencia? Essa não sou eu , onde esta minha beleza, leveza, alto estima, alegria, minha doce voz, ah! a minha voz, antes a ouvia com doçura, hoje a escuto com nojo, tenho ânsia de vomito ao escutar minha própria voz, tenho vergonha da imagem refletida no espelho, tenho asco do meu cabelo, minhas unhas, não reconheço meu corpo, que dirá quem está dentro dele, onde estou? me pergunto, ou pergunto a está que vive em mim.
O que eu fiz de mim? ou o que fizeram de mim? Eu não sei, só sei que já não sei onde estou ou quem sou. Não me vejo mais. E o reflexo que vejo nos outros de mim, não consigo me identificar, para uns sou o fogão, pra outros a maquina de lavar, a cuidadora de animais, de idosos, a faxineira, a arrumadeira quem sabe, e a ouvinte, a mãe, para cada pessoa eu tenho uma serventia, porém ninguém vê quem eu sou de verdade, ou o que eu fui um dia, veem apenas a minha serventia.
Um dia pensei que eu era insubstituível, que era inteligente, que era linda, amável e que por ser amável seria amada, achei que por carregar tanto amor teria amor de alguém pra mim, enfim, eu fiz um retrato de uma linda e maravilhosa mulher, e esse retrato caiu, quebrou em mil pedaços que hoje já não consigo juntar e vivo como um caco apenas de um retrato que já foi inteiro um dia.
Hoje posso dizer que estou cansada,não só meu corpo, mas, minha alma, e até a respiração se torna difícil, me cansei da vida, me cansei das pessoas, havia em mim esperança, hoje já não há. Eu me cansei de viver, eu desisto das conversas, dos pedidos, das promessas, eu desisto de mim. eu desisto de mim.
Não sei como me sentir ou pensar em um mundo que não me encaixo.
O que estou fazendo da minha vida? Me pergunto todos os dias, parece que os dias passam e passam e repito as mesmas coisas feito um robô programado para agir e pensar sempre da mesma forma, me pergunto onde está meu cérebro, por onde anda minha inteligencia? Essa não sou eu , onde esta minha beleza, leveza, alto estima, alegria, minha doce voz, ah! a minha voz, antes a ouvia com doçura, hoje a escuto com nojo, tenho ânsia de vomito ao escutar minha própria voz, tenho vergonha da imagem refletida no espelho, tenho asco do meu cabelo, minhas unhas, não reconheço meu corpo, que dirá quem está dentro dele, onde estou? me pergunto, ou pergunto a está que vive em mim.
O que eu fiz de mim? ou o que fizeram de mim? Eu não sei, só sei que já não sei onde estou ou quem sou. Não me vejo mais. E o reflexo que vejo nos outros de mim, não consigo me identificar, para uns sou o fogão, pra outros a maquina de lavar, a cuidadora de animais, de idosos, a faxineira, a arrumadeira quem sabe, e a ouvinte, a mãe, para cada pessoa eu tenho uma serventia, porém ninguém vê quem eu sou de verdade, ou o que eu fui um dia, veem apenas a minha serventia.
Um dia pensei que eu era insubstituível, que era inteligente, que era linda, amável e que por ser amável seria amada, achei que por carregar tanto amor teria amor de alguém pra mim, enfim, eu fiz um retrato de uma linda e maravilhosa mulher, e esse retrato caiu, quebrou em mil pedaços que hoje já não consigo juntar e vivo como um caco apenas de um retrato que já foi inteiro um dia.
Hoje posso dizer que estou cansada,não só meu corpo, mas, minha alma, e até a respiração se torna difícil, me cansei da vida, me cansei das pessoas, havia em mim esperança, hoje já não há. Eu me cansei de viver, eu desisto das conversas, dos pedidos, das promessas, eu desisto de mim. eu desisto de mim.
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
A cabeça da nó
A cabeça que da nó ...
como pode dar voltas e voltas e nunca chegar a um lugar...
como pode pensar e pensar e nunca parar de pensar...
parece uma corda cheio de nó sem conseguir desatar que parece ter sempre espaço pra mais um nó ...
e de nó em nó, de pensar em pensar, não chego a lugar algum na minha corda ...
ela parece estar dando voltas no meu pescoço ... e o medo de virar um nó na minha corda me atormenta cada vez que ela entrelaça mais em pescoço ...
e então ... como quem nada, sem saber nadar, me desespero, me confundo ...
desenrolo nó a nó?
cordo a corda?
me deixo enforcar?
me afogo?
corro?
pulo da cadeira?
me acostumo com a corda?
Estou louca...
sim.
acho que estou louca e não há corda ou nó nem pensamentos...
será que existo, estou aqui? eu não sei.... confuso... confusa ... já não sei se existo
acho que não existo mais, e isso são só poeiras do que um dia eu fui ou fragmentos que ficaram no ar com a minha inesperada partida ....
como pode dar voltas e voltas e nunca chegar a um lugar...
como pode pensar e pensar e nunca parar de pensar...
parece uma corda cheio de nó sem conseguir desatar que parece ter sempre espaço pra mais um nó ...
e de nó em nó, de pensar em pensar, não chego a lugar algum na minha corda ...
ela parece estar dando voltas no meu pescoço ... e o medo de virar um nó na minha corda me atormenta cada vez que ela entrelaça mais em pescoço ...
e então ... como quem nada, sem saber nadar, me desespero, me confundo ...
desenrolo nó a nó?
cordo a corda?
me deixo enforcar?
me afogo?
corro?
pulo da cadeira?
me acostumo com a corda?
Estou louca...
sim.
acho que estou louca e não há corda ou nó nem pensamentos...
será que existo, estou aqui? eu não sei.... confuso... confusa ... já não sei se existo
acho que não existo mais, e isso são só poeiras do que um dia eu fui ou fragmentos que ficaram no ar com a minha inesperada partida ....
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