Morrer ou Viver es a questão .....
Estou viva porque estou vivendo.?
Ou estou viva porque estou morrendo.?
Quase morta .... Quase viva ...
Meio cheia .... Meio vazia ...
Que tipo de vida é essa que nos é imposto,....
De vidas vazias, pela metade, amores incompletos, amizades indiferentes, sorrisos meia boca, apertos de mão onde os dedos mal se encostam, bom dias dado entre os dentes, beijos frios e meio que sem querer tocar os lábios da pessoa supostamente amada, assuntos inacabados que por falta de cuidados vão se acumulando entre tantos outros assuntos mal resolvidos, palavras dadas, trocadas que não possuem mais o calor e a magia de antes, porém são carregadas de magoas e rancores mal resolvidos de vidas mal vividas. Calores transformados em gelo, desejos em obrigação a cumprir, família deixou de ser "Porque eu amo ficar com você" pra ser "Porque todos precisam que isso dê certo".............
Vidas sem plenitude, sem leveza, sem a beleza de um viver, de um vir a ser, de um conhecer. Cargas, muitas cargas. Quase morta.... Quase viva ...... Porque o Quase? Será que viver já não é estar morto para o que é belo? O que é real aqui, ali, agora ? Será que Descartes estava certo? Posso estar sonhando e acordar em uma viva onde me orgulho de estar vivendo, onde não esteja eu morrendo?
Será que o sofrimento é real? Posso fingir que ele não existe ? Que a frieza da vida de hoje e dos fracos relacionamentos que criamo é só passageira, ou que irá ser diferente quando eu acordar do pesadelo vivido? Penso que morrer é ter a chance de fechar os olhos para uma vida de sofrimento e frouxidão aqui e acordar em uma viva honrosa da forma que queríamos ter vivido. ou pelo menos queria ter a chance de viver como Thoreau que pôde fazer o que muitos queriam e não possuem a coragem, viver no campo "Fui para os Bosques viver de livre vontade. para sugar todo o Tutano da vida. Para aniquilar tudo que não era vida e para quando morrer, não Descobri que não vivi" (Thoreau).
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
quinta-feira, 3 de março de 2016
Um corte....
Apenas um corte ...
E o mundo nunca mais foi o mesmo ....
Impossibilidades ....
Dor, como pode doer tanto ....
Não tem cura .... Não há regeneração ...
Não existem milagres ....
E se existe ...
Raios não atingem o mesmo lugar duas vezes ....
Um corte .....
E fim da vida ...
Uma pergunta ....
A resposta que não se quer ouvir ....
E a dor ...
Como doí...
E sangrando em silêncio vai se perdendo a vida ....
Existe vida...
Não existe vida ....
Não existe vida em mim ....
Um corte ....
Apenas um corte ....
Apenas um corte ...
E o mundo nunca mais foi o mesmo ....
Impossibilidades ....
Dor, como pode doer tanto ....
Não tem cura .... Não há regeneração ...
Não existem milagres ....
E se existe ...
Raios não atingem o mesmo lugar duas vezes ....
Um corte .....
E fim da vida ...
Uma pergunta ....
A resposta que não se quer ouvir ....
E a dor ...
Como doí...
E sangrando em silêncio vai se perdendo a vida ....
Existe vida...
Não existe vida ....
Não existe vida em mim ....
Um corte ....
Apenas um corte ....
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Me deparo Hoje !!
Acordo e me deparo com uma mulher que não conheço....
Pergunto então. Quem tu és, de onde vens, como entrou aqui? ...
Pela porta, ela me responde.
Mas como, pergunto, deixei a aberta?...
Não! Ela me responde, você a abriu, então, entrei.
E o que faz aqui? Seu rosto não me é estranho, disse eu.
Não me reconhece, não sabe mesmo quem eu sou?
Não, eu não sei .
Sou você hoje, agora.
Sem seus sonhos, seus objetivos, sem aquela beleza juvenil e menina, sem a leveza e as cores das flores.
Sou você......
Séria, depressiva, quase melancólica, rosto riscado pelas marcas do tempo, e aquele ar de quem não tem mais razões pra viver.
Largaste tudo o que você é pra ser ....... pra ser ........ quem ?
Deixaste teus princípios, os teus mais profundos desejos, deixastes você.
Sua pele e rosto, roupas, onde está a delicadeza do vestir e a maquiagem que tanto realçava o seu sorriso de menina, onde está você menina, mulher, amante da vida, onde estas?
Que eu é que não lhe reconheço e não lhe encontro.
Procurei em meio a entulhos, roupas velhas, fotos.
Onde está a menina que de um modo assombroso deixou de ser a menininha, bonequinha de vitrine, princesa/rainha, pra ser a gata borralheira.
A vitrine lhe guardava e refletia quem tu és, porque saiu dela?
Abandonaste teu Eu por .........por ........ pra........pra..........
E agora que tornaste um ser novamente sem vida, sem perspectivas, sem gostos, um ser não pensante e agora que existe quem te dite o que ser, como ser, o que fazer e como fazer, e agora que você não mais existe? pois só o que há é uma aparência borrada do que você um dia foi e não é mais.
E agora menina velha, ainda há tempo de ser menina ?
Ainda há tempo de refazer a imagem perdida e o Eu abafado?
Ainda há tempo ..........ainda há tempo............ainda há tempo pra Ser ????

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Como eu gostava de encontrar Você
No fim destes dias encontrar você que me sorri, que me abre os braços, que me abençoa e passa a mão na minha cara marcada, na minha cabeça confusa, que me olha no olho e me permite mergulhar no fundo quente da curva do teu ombro. Mergulho no cheiro que não defino, você me embala dentro dos seus braços e você me beija e você me aperta e você me aquieta repetindo que está tudo bem, tudo, tudo bem.
Caio Fernando AbreuContos de Fadas
Fantasia ou realidade, não importa, o que importa é que toda mulher acredita neles.
Existe aquelas bem sucedidas e vividas que não assumem a esperança nos contos, e falam que não precisam de ninguém, porém no fundo são solitárias e vazias, a espera de alguém que as preencham.
E aquelas que falam aos quatro ventos que estão a espera de seu príncipe, essas estão desesperadas por ele.
Tem também aquelas pacatas, que nada falam,mas imaginam o momento em que ele em seu cavalo branco chegará e mudará sua história.
E muitas que por muitos motivos deixaram de crer que que ele chegará, ou descobriram que ele chegou, mas não era um príncipe, não tinha cavalo branco, e com ele não estava a realeza e nem havia castelo, nem o tão sonhado felizes para sempre.
Mas a verdade de tudo é que mesmo quando se descobre que os contos não se realizam na vida aqui, nós mulheres, jamais deixamos de sonhar e de esperar que o sapo se torne príncipe, que os contos existam aqui.
Sonhamos com buques de flores, pedidos de casamento, alianças, vestidos de noiva, valsa, musicas, com o sapatinho de cristal, com o encanto do beijo que acorda a bela adormecida, sonhamos com o felizes para sempre, com o olhar que envolve a Bela e a Fera, com o encanto das rosas, com os sete anões. Não! Com os sete anões, não sonhamos não, Enfim, sonhamos com tudo de mais bonito que envolve a vida a dois e que nós aprendemos desde criança nos contos de fadas, acho que aprendemos a acreditar que somos princesas desprotegidas, frágeis e que seremos protegidas, acolhida e amada pelo príncipe, mas no fim os contos são mesmo verdadeiros, em partes é claro, pois não chegamos a ser princesas, mas terminamos a vida como gata borralheira a sonhar com o dia do famoso baile e sapatinho perdido ......
Existe aquelas bem sucedidas e vividas que não assumem a esperança nos contos, e falam que não precisam de ninguém, porém no fundo são solitárias e vazias, a espera de alguém que as preencham.
E aquelas que falam aos quatro ventos que estão a espera de seu príncipe, essas estão desesperadas por ele.
Tem também aquelas pacatas, que nada falam,mas imaginam o momento em que ele em seu cavalo branco chegará e mudará sua história.
E muitas que por muitos motivos deixaram de crer que que ele chegará, ou descobriram que ele chegou, mas não era um príncipe, não tinha cavalo branco, e com ele não estava a realeza e nem havia castelo, nem o tão sonhado felizes para sempre.
Mas a verdade de tudo é que mesmo quando se descobre que os contos não se realizam na vida aqui, nós mulheres, jamais deixamos de sonhar e de esperar que o sapo se torne príncipe, que os contos existam aqui.
Sonhamos com buques de flores, pedidos de casamento, alianças, vestidos de noiva, valsa, musicas, com o sapatinho de cristal, com o encanto do beijo que acorda a bela adormecida, sonhamos com o felizes para sempre, com o olhar que envolve a Bela e a Fera, com o encanto das rosas, com os sete anões. Não! Com os sete anões, não sonhamos não, Enfim, sonhamos com tudo de mais bonito que envolve a vida a dois e que nós aprendemos desde criança nos contos de fadas, acho que aprendemos a acreditar que somos princesas desprotegidas, frágeis e que seremos protegidas, acolhida e amada pelo príncipe, mas no fim os contos são mesmo verdadeiros, em partes é claro, pois não chegamos a ser princesas, mas terminamos a vida como gata borralheira a sonhar com o dia do famoso baile e sapatinho perdido ......
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Esperança
Quando nada vai bem e a solidão e o desamor invade a alma e a sensação de que amor e a felicidade não são coisas para esta vida gosto de lembrar e me apegar em lembranças estranhas. Uma das mais estranhas foi me ver em outro tempo, uma vida em que eu realmente gostaria de ter vivido
Há alguns anos ao entrar em uma casa antiga que hoje funciona uma escola em uma cidade vizinha a minha, tive por alguns instantes em outro tempo, outra vida talvez, ou apenas um sonho de uma mente imaginativa demais.Ao entrar no salão de recepção, parei, e parada ali via as escadas e me via subir e descer por elas, minhas roupas eram tão lindas, muitas sais e amarrações no vestido, e eu ria e gesticulava, meu sorriso era angelical, tocava a alma, e descendo as escadas encontrei ele, aquele a quem eu amava, estendi as minhas mãos para ele segurar e enfim entrei no salão, havia musicas e meus pés quase não tocava o chão pois ele é quem me conduzia a dança e conduzia por ele, sentia-me no céu, não havia ninguém no salão,só eu e ele, por breves momentos senti tanto amor ali, meus olhos não saiam dos olhos dele e os dele dos meus não desgrudavam, era como se ali parada vendo a mim pudesse sentir que o amor um dia esteve tão presente, tão forte e que um dia de mim alguém não conseguia se desgrudar.
Hoje por vários momentos do dia, aquela dança de outras vidas veio a minha memória, e por instantes pude sentir a mesma paz que aquele momento me proporcionou um dia.
Se outras vidas, ou apenas sonhos de uma mente delirante, eu não sei, mas nesses momentos difíceis, tenho me apegado a tudo que possa me trazer esperanças.
Há alguns anos ao entrar em uma casa antiga que hoje funciona uma escola em uma cidade vizinha a minha, tive por alguns instantes em outro tempo, outra vida talvez, ou apenas um sonho de uma mente imaginativa demais.Ao entrar no salão de recepção, parei, e parada ali via as escadas e me via subir e descer por elas, minhas roupas eram tão lindas, muitas sais e amarrações no vestido, e eu ria e gesticulava, meu sorriso era angelical, tocava a alma, e descendo as escadas encontrei ele, aquele a quem eu amava, estendi as minhas mãos para ele segurar e enfim entrei no salão, havia musicas e meus pés quase não tocava o chão pois ele é quem me conduzia a dança e conduzia por ele, sentia-me no céu, não havia ninguém no salão,só eu e ele, por breves momentos senti tanto amor ali, meus olhos não saiam dos olhos dele e os dele dos meus não desgrudavam, era como se ali parada vendo a mim pudesse sentir que o amor um dia esteve tão presente, tão forte e que um dia de mim alguém não conseguia se desgrudar.
Hoje por vários momentos do dia, aquela dança de outras vidas veio a minha memória, e por instantes pude sentir a mesma paz que aquele momento me proporcionou um dia.
Se outras vidas, ou apenas sonhos de uma mente delirante, eu não sei, mas nesses momentos difíceis, tenho me apegado a tudo que possa me trazer esperanças.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
fragilidades
Fragilidades
Como se as palavras chicoteassem meu corpo.
Como se em gritos, eu quisesse pedir por socorro
Mas sem saber como pedir, o pedido escoa em lágrimas e enchem meu rosto de lamento e dor
O que doí tanto me pergunto, eu já não sei
fragilidades.... muitas fragilidade eu sei
Minhas fragilidades estão tomando conta de mim
E de mim já não sei
Pois só há fragilidades e grandes fraquezas
Me deparo as vezes com bonitas lagartas a atravessar a rua, e as retiro, e as coloco em local seguro. Me perguntaram porque faço isso, não respondi na hora, mas a verdade é que me coloco no lugar dela, frágil e pequena em um mundo de gigantes, fortes, e que com um sopro pode mata-la.
Frágil como uma lagarta, em um mundo que todos são maiores que eu.
como agir, se o medo de um mundo bem maior que eu me consome e a incerteza e a insegurança me rodeiam ....
A fragilidade e o medo da vida e dos que me rodeiam me consome e vão me tornando uma pessoa enclausurada dentro de um mundo restrito e pequeno dentro de mim, pois atravessar a rua para uma lagarta pode ser algo sem volta, mortal para uma coisinha tão fragi e pequena .....
fragilidades em um mundo de gigantes
Como se as palavras chicoteassem meu corpo.
Como se em gritos, eu quisesse pedir por socorro
Mas sem saber como pedir, o pedido escoa em lágrimas e enchem meu rosto de lamento e dor
O que doí tanto me pergunto, eu já não sei
fragilidades.... muitas fragilidade eu sei
Minhas fragilidades estão tomando conta de mim
E de mim já não sei
Pois só há fragilidades e grandes fraquezas
Me deparo as vezes com bonitas lagartas a atravessar a rua, e as retiro, e as coloco em local seguro. Me perguntaram porque faço isso, não respondi na hora, mas a verdade é que me coloco no lugar dela, frágil e pequena em um mundo de gigantes, fortes, e que com um sopro pode mata-la.
Frágil como uma lagarta, em um mundo que todos são maiores que eu.
como agir, se o medo de um mundo bem maior que eu me consome e a incerteza e a insegurança me rodeiam ....
A fragilidade e o medo da vida e dos que me rodeiam me consome e vão me tornando uma pessoa enclausurada dentro de um mundo restrito e pequeno dentro de mim, pois atravessar a rua para uma lagarta pode ser algo sem volta, mortal para uma coisinha tão fragi e pequena .....
fragilidades em um mundo de gigantes
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